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Como os festivais juninos se transformaram em potência gastronômica, turística e simbólica no país das festas populares
Poucas manifestações brasileiras revelam tão claramente a relação entre comida, território e pertencimento quanto os festivais juninos, que já começam a ocupar parques, bairros, cidades do interior e grandes centros urbanos antes mesmo da chegada oficial de junho, espalhando pelas ruas uma espécie de ansiedade coletiva temperada por fumaça de milho assado, vinho quente, canjica e som de sanfona. O que antes era sobretudo calendário religioso e celebração comunitária transform
há 2 dias4 min de leitura


A crise do cacau expõe um mercado construído entre desejo, exploração e memória afetiva
Durante muito tempo, o chocolate ocupou no imaginário ocidental uma posição curiosa: era simultaneamente consolo infantil e luxo civilizado, prêmio doméstico e mercadoria colonial, pequena indulgência cotidiana e símbolo sofisticado de distinção social. Poucos alimentos conseguiram circular com tamanha facilidade entre extremos emocionais tão distintos. No Brasil, sobretudo, o chocolate sempre pareceu possuir uma espécie de imunidade afetiva; mesmo caro, mesmo supérfluo em mu
há 2 dias4 min de leitura


Antes da fogueira: por que o Brasil começou a viver a festa junina ainda em maio
Muito antes de a primeira fogueira ser acesa, o Brasil já começa a mudar de cheiro. Em algum ponto entre a segunda quinzena de maio e os primeiros ventos mais frios do ano, surgem discretamente os sinais de uma transformação coletiva que parece menos ligada ao calendário religioso do que à memória física do país: o milho reaparece nas esquinas, o amendoim retorna às vitrines, padarias retomam receitas adormecidas desde o inverno anterior e pequenos mercados reorganizam suas p
há 2 dias4 min de leitura


O novo ritual gastronômico de São Paulo
A ascensão das padarias artesanais e da cultura do brunch São Paulo sempre teve uma relação afetiva com padarias. Durante décadas, elas foram quase uma extensão da casa do paulistano: o pão na chapa com uma media, o pão francês quente no fim da tarde, o balcão cheio, o café rápido antes do trabalho. Mas a cidade mudou — e as padarias também. Nos últimos anos, São Paulo viu nascer uma nova geração de padarias artesanais e casas de brunch que transformaram completamente a perce
há 5 dias3 min de leitura


Festival Hereford Argentino no Corrientes 348 — Sete Cortes Nobres por Tempo Limitado em SP e no Rio
Há carnes que chegam ao Brasil como produto. E há carnes que chegam como argumento. O Festival Hereford Argentino, que o Corrientes 348 lança a partir de 11 de maio em São Paulo e 12 de maio no Rio de Janeiro, se enquadra na segunda categoria — um lote selecionado, de quantidade limitada, que não estará disponível quando o estoque acabar. Não há data de encerramento. Há apenas a garantia de que, quando acabar, acabou. A raça, o terroir e a parceria A seleção reúne carnes da r
8 de mai.2 min de leitura


Guilhotina Bar Completa 10 Anos e Reabre com Nova Cara — Mas com o Mesmo Espírito
Quando o Guilhotina abriu as portas em dezembro de 2016 em Pinheiros, São Paulo, ninguém — nem mesmo os seus fundadores — sabia exatamente o que estava prestes a acontecer. A ideia era cortar o supérfluo e simplesmente se divertir — daí o nome, inspirado na guilhotina francesa: um bar que "cortasse toda a bobagem por trás do balcão". Em seis meses, já era finalista internacional. Em menos de três anos, estava na lista dos 50 melhores bares do mundo. Em 2026, completa uma déca
8 de mai.3 min de leitura


Michelle Kallas
Dez anos de advocacia, uma crise de vocação e uma viagem a Los Angeles — e foi assim que uma das chocolateiras mais criativas de São Paulo descobriu que sua verdadeira causa sempre foi o chocolate. Michelle Kallas Michelle Kallas não chegou à gastronomia pela porta convencional. Chegou depois de uma década exercendo advocacia em renomados escritórios de São Paulo — uma carreira construída com competência, mas que foi perdendo sentido aos poucos, até o ponto em que continuar p
8 de mai.3 min de leitura


O sabor da volta: quando o Dia das Mães começa antes da mesa
Há receitas que pertencem menos aos livros do que ao caminho de volta para casa. Não se anunciam como patrimônio culinário, não carregam nomes sofisticados nem dependem de cerimônia. Vivem guardadas em congeladores domésticos, em panelas já gastas pelo uso contínuo e na memória automática de mães que, antes mesmo da pergunta terminar, já sabem exatamente o que o filho deseja comer. Em muitas famílias brasileiras, sobretudo aquelas moldadas pela convivência prolongada em torno
8 de mai.4 min de leitura


Andrea Gugliotta
Dezessete anos de cozinha italiana — de Milano a São Paulo — e uma trajetória que passou por hotéis de luxo, clubes privados e grandes eventos antes de chegar ao comando do Gruppo Zucco. Andrea Gugliotta Andrea Gugliotta não chegou à gastronomia por acidente. Chegou pela Itália — pelo rigor das suas escolas, pela exigência dos seus produtos e por uma cultura culinária que trata a cozinha como ofício sério desde o primeiro dia. Foram dezessete anos construindo esse caminho, pa
6 de mai.3 min de leitura


Comer como linguagem de classe como o acesso define repertório gastronômico
Entenda como classe social, acesso e estrutura moldam repertório gastronômico e transformam a alimentação em marcador social.
5 de mai.3 min de leitura


O futuro das receitas o que acontece quando a tradição culinária deixa de ser transmitida
Entenda como a digitalização, as mudanças geracionais e a transformação social impactam a transmissão de receitas e tradições culinárias.
4 de mai.3 min de leitura


Lorenzo Carbone
A Itália estava no nome, mas a paixão pela carne foi descoberta no Brasil e transformou um cinéfilo de Milão no dono de um dos açougues artesanais mais relevantes de São Paulo. Lorenzo Carbone cresceu com a Itália dentro de casa — no sobrenome, nas receitas da família, na forma como a comida era tratada como linguagem de afeto e não como nutrição. Mas foi longe do Brasil, morando nove anos em Milão, que ele entendeu o que essa herança significava de verdade. Não nas trattorie
4 de mai.3 min de leitura


A geografia do sabor como o território molda o paladar sem que percebamos
Entenda como clima, solo, urbanização e território moldam o paladar e influenciam silenciosamente nossas escolhas alimentares.
1 de mai.3 min de leitura


O desperdício invisível da gastronomia tudo o que se perde antes mesmo de chegar ao prato
Entenda como estética, padronização e falhas estruturais geram desperdício invisível na gastronomia antes mesmo dos alimentos chegarem ao prato.
29 de abr.3 min de leitura


Um árabe para me apresentar
Como é meu primeiro artigo para o honroso convite do Match Gastronômico, vou me apresentar e dizer o que você vai encontrar por aqui. Alan Ghani Eu nasci em São Paulo e morei sempre na capital, exceção feita nos 6 meses que vivi em San Antonio (Texas, EUA) durante meu doutorado em Finanças. Como um bom paulistano, tenho orgulho de São Paulo. É a cidade do trabalho duro, da produtividade, e também das inúmeras opções de lazer, capaz de competir com NY e Londres, com uma noite
27 de abr.2 min de leitura


Por que você muda o pedido na última hora e nem sabe por quê
Por que você muda o pedido na última hora? Entenda como ambiente, impulso e insegurança influenciam suas escolhas no restaurante.
24 de abr.3 min de leitura


Rooftops em São Paulo: onde beber com vista na cidade que aprendeu a olhar de cima
Durante décadas, São Paulo construiu sua vida social ao nível da rua. O bar de esquina, a padaria de bairro, o restaurante de salão fechado, todos organizados em torno de uma lógica horizontal, onde o encontro se dava no fluxo imediato da cidade. A verticalização, embora intensa desde meados do século XX, serviu mais à moradia e ao trabalho do que ao lazer. Essa equação começou a mudar nos últimos anos. Em uma cidade marcada pela densidade, pela pressa e por uma certa saturaç
23 de abr.4 min de leitura


“Vou pedir o mesmo”: por que copiamos o pedido dos outros no restaurante
Por que copiamos o pedido dos outros no restaurante? Entenda como influência social, insegurança e comportamento em grupo afetam nossas escolhas.
23 de abr.3 min de leitura


O gosto muda e a gente só percebe depois
O gosto muda com o tempo — e nem sempre percebemos. Entenda como fases da vida, memória e contexto transformam o paladar e nossas escolhas.
22 de abr.3 min de leitura


Comer fora virou plano e não mais hábito: o novo comportamento nos restaurantes
Comer fora deixou de ser rotina e virou plano. Entenda como a frequência menor e o consumo consciente estão transformando a experiência em restaurantes.
21 de abr.3 min de leitura
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