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GASTRO NEWS


Comer fora como rotina de trabalho: a gastronomia de quem não tem mesa, nem horário
Milhões de brasileiros comem fora todos os dias por necessidade de trabalho. Entenda como essa rotina cria uma gastronomia invisível e essencial.


A cozinha que se escuta: sons domésticos e a vida que ferve
Há cozinhas que se anunciam antes mesmo de serem vistas. Um estalo seco vindo do fogão, o chiado prolongado do óleo encontrando a panela quente, o ruído ritmado da faca sobre a tábua, o borbulhar paciente que atravessa a casa e se infiltra nos outros cômodos como um aviso de que algo está em curso. Cozinhar, no Brasil, sempre foi também um ato sonoro, uma prática que organiza o tempo doméstico não apenas pelo relógio, mas pela sucessão de ruídos que indicam começo, meio e esp


Da escassez ao luxo — e de volta: quando os ingredientes trocam de lugar na mesa brasileira
Há alimentos que nunca mudam de forma, mas mudam radicalmente de sentido. Permanecem os mesmos grãos, as mesmas raízes, as mesmas carnes e miúdos, e ainda assim atravessam décadas trocando de lugar no imaginário social, ora associados à falta, ora convertidos em sinal de distinção. A história da comida no Brasil é também a história desses deslocamentos silenciosos, em que o valor simbólico do que se come acompanha transformações econômicas, culturais e morais mais amplas, rev


A gastronomia sem espetáculo: por que alguns restaurantes recusam o hype e escolhem apenas servir comida
Alguns restaurantes recusam fotos, vídeos e hype. Entenda por que a gastronomia sem espetáculo volta a ganhar espaço em 2026.


O sabor que vem de fora: por que o Brasil desconfia da própria mesa
Há um gesto quase automático na vida cultural brasileira que se repete com notável constância: aquilo que vem de fora chega investido de um valor que raramente se exige do que nasce aqui. O fenômeno atravessa a música, a literatura, o vestuário, a arquitetura e, de maneira particularmente sensível, a comida. No campo da gastronomia, o estrangeiro não apenas desperta curiosidade; ele frequentemente inaugura respeito. Antes mesmo de ser provado, já se apresenta como melhor elab


O que o horário da refeição diz sobre uma sociedade: tempo, trabalho e desigualdade à mesa
Poucos hábitos parecem tão banais quanto o horário de uma refeição. Almoçar às 11h ou às 15h. Jantar às 18h ou às 23h. No entanto, esses intervalos aparentemente triviais revelam muito mais do que preferência pessoal ou costume familiar. Eles funcionam como indicadores silenciosos de organização social, modelos de trabalho, hierarquias econômicas e desigualdades estruturais. O relógio da comida é, na prática, um espelho da sociedade. Em contextos idealizados, a refeição apare


Comida de rua em alta temporada: quem lucra, quem sofre e quem se adapta no calor do verão
Alta temporada pressiona a comida de rua. Veja quem lucra, quem sofre e como ambulantes se adaptam em meio a custos, fiscalização e calor.


A marmita e a cidade: o alimento que atravessa o dia junto com o corpo
Poucos objetos dizem tanto sobre a organização silenciosa da vida urbana brasileira quanto a marmita. Discreta, funcional, raramente exibida com orgulho explícito, ela atravessa a cidade fechada, carregada junto ao corpo, como se transportasse algo mais do que comida. Dentro dela, viajam tempo economizado, dinheiro contado, afeto condensado e uma disciplina cotidiana que raramente encontra espaço nos discursos sobre modernidade, consumo ou prazer à mesa. A marmita não nasceu


A comida como infraestrutura urbana: por que a gastronomia sustenta a cidade todos os dias
A comida sustenta a cidade como infraestrutura essencial. Veja como restaurantes populares, bares e cozinhas mantêm a vida urbana funcionando.


Antes da fantasia, o cardápio: como bares e restaurantes entram em “modo folia” antes mesmo do Carnaval
Muito antes de o primeiro bloco ocupar as ruas, o Carnaval já começa a reorganizar silenciosamente a cidade. Ele não se anuncia apenas por ensaios, fantasias ou agendas culturais, mas por ajustes discretos que acontecem agora, nesta semana, dentro de cozinhas, estoques e escalas de trabalho. O Carnaval, para bares e restaurantes, não chega no feriado. Ele se antecipa. E dita cardápios. A entrada em “modo folia” não é escolha estética nem movimento oportunista. É leitura de co


A cidade que come enquanto dorme
Quando a maior parte da cidade recolhe as luzes, fecha as portas e entrega o corpo ao descanso regulamentado pelas horas, outra cidade começa a funcionar com discrição e persistência. Ela não aparece nos cartões-postais nem nos horários comerciais, mas se mantém viva nas cozinhas que permanecem acesas durante a madrugada. São padarias que nunca fecham, bares que resistem até o último cliente, carrinhos improvisados em esquinas mal iluminadas, refeitórios de hospitais onde o t


Valor à mesa: quando comer vira conta e o prazer precisa se justificar
Há um momento preciso, quase imperceptível, que se repete em restaurantes de todo o Brasil, do boteco de esquina à casa autoral em bairro nobre: o instante em que o prato chega e o comensal, antes mesmo de provar, inicia um balanço íntimo. Ali se pesa o dinheiro gasto, o tempo investido, a espera tolerada, o ambiente observado, o atendimento recebido e a expectativa criada. Comer, nesse intervalo silencioso, deixa de ser apenas experiência sensorial para se tornar julgamento


Gosto como fronteira: o restaurante que escolhe não agradar e, por isso, se revela
Há restaurantes que se apresentam como espelho polido do desejo coletivo, oferecendo ao cliente a confortável sensação de que nada ali o contrariará, e há outros, mais raros e por isso mesmo mais reveladores, que parecem nascer de um gesto oposto: o de aceitar que o gosto é fronteira e personalidade, e que, ao cruzá-la, o comensal não apenas come, mas se expõe. Esses lugares, por escolha ou por teimosia, não se organizam para agradar a todos; preferem ser reconhecíveis, ainda


Corpo, acidez e doçura o trio que faz o café cantar
Se você ainda acha que café é tudo igual, preto, quente e amargo, prepare-se para uma revelação que pode mudar suas manhãs. Porque o café especial é outra história. É como comparar um vinho de garrafa com o de garrafão: ambos embriagam, mas só um emociona. Vamos falar de três palavrinhas mágicas que os baristas adoram e que fazem toda diferença na xícara: corpo, acidez e doçura. O corpo: o groove da bebida O corpo é o que você sente na boca, o peso, a textura. É o “groove” do


O prato do momento: por que todo mundo quer comer a mesma coisa ao mesmo tempo
Por que certos pratos explodem ao mesmo tempo em vários lugares? Entenda como efeito manada, redes sociais e FOMO criam o “prato do momento”.


Imperfeição à mesa: quando o erro passa a ser sinal de verdade na comida brasileira
Durante muito tempo, sobretudo à medida que o Brasil se urbanizava e se acostumava às promessas de eficiência, repetição e crescimento contínuo, a boa comida foi associada àquilo que não variava. O prato correto era o que chegava sempre igual, obediente a um modelo fixo, imune às oscilações de clima, humor ou mão. Havia, nessa expectativa de constância, uma ideia de progresso: cozinhar bem significava controlar o acaso. A técnica, nesse cenário, era sobretudo um instrumento d


Comer virou linguagem: o que o prato que escolhemos diz sobre quem somos hoje
O que escolhemos comer hoje comunica identidade, pertencimento e posicionamento social. Entenda como a comida virou linguagem em 2026.


Carne brasileira no centro do mundo: o que a exportação e a liberação do frango pela China revelam sobre poder, confiança e consumo
A liberação do frango brasileiro pela China revela como a exportação de carne envolve poder, confiança e impacto direto no consumo e no food service.


Quando o estrangeiro descobre o Brasil à mesa
Há algo de curioso — e revelador — no entusiasmo recente com que influenciadores estrangeiros declaram amor à comida brasileira. O gesto se repete com pequenas variações: a câmera se aproxima, o olhar se abre em surpresa estudada, a frase de efeito surge como sentença generosa — “ this is the best food in the world ” — e, de súbito, um país inteiro parece autorizado a gostar mais de si mesmo. Não se trata apenas de comida. Trata-se de reconhecimento. O fenômeno, que poderia s


Controle e previsibilidade na mesa: o Brasil que negocia com a própria fome
Há um instante, frequente e discretamente dramático, em qualquer restaurante brasileiro, em que a conversa cessa por um segundo e o olhar se fixa no prato que chega: não se trata ainda de julgar o tempero, nem de reconhecer aromas, mas de medir, como quem calcula uma sorte, a quantidade que se apresenta. Antes do sabor, a conferência silenciosa do “bem servido” Nesse breve silêncio, que pode durar menos que um piscar, o comensal decide se foi respeitado ou enganado, se a casa


A comida que viraliza sem receita: por que pratos simples explodem nas redes enquanto outros passam despercebidos
Pratos simples viralizam enquanto receitas elaboradas passam despercebidas. Entenda como estética, timing e desejo coletivo movem a comida que explode nas redes.


Comida como marcador de classe: o que o Brasil revela quando se senta à mesa
No Brasil, comer nunca foi apenas satisfazer a fome. Desde cedo, o prato serviu como senha social, um código silencioso capaz de situar corpos, histórias e aspirações em uma hierarquia raramente declarada, mas amplamente compreendida. À mesa, mais do que sabores, distribuem-se posições. Escolher o que comer, onde comer e como falar sobre a própria comida sempre foi uma forma de dizer quem se é — ou quem se deseja parecer. À mesa, o Brasil também se hierarquiza Essa lógica não


Quando até o sal vira alerta: o que a apreensão da Anvisa revela sobre confiança, medo e consumo alimentar
A apreensão de sal grosso pela Anvisa expõe como notícias sanitárias afetam confiança, medo e comportamento do consumidor no Brasil.


Cardápio em vídeo: quando comer começa pelos olhos
Durante décadas, o cardápio foi um objeto de papel, quase sempre silencioso, confiando à palavra escrita a tarefa delicada de despertar o apetite e orientar escolhas. Hoje, em um número crescente de restaurantes, esse rito começa a ser atravessado por imagens em movimento. O cliente aponta o telefone, acessa um link, e o prato se apresenta antes de existir. Comer, cada vez mais, começa pelos olhos — não como truísmo publicitário, mas como sintoma de um tempo que já não tolera


O mercado de influenciadores na gastronomia: quem ainda influencia, quem perdeu força e o que realmente move o público em 2026
O mercado de influenciadores gastronômicos mudou. Veja quem ainda influencia de verdade, quem perdeu força e como restaurantes avaliam esse cenário em 2026.


Mama-cadela no Cerrado: o alimento que antecede o Brasil escrito
Há alimentos que entram para a história por decreto, por receita registrada ou por comércio organizado. Outros, mais discretos, simplesmente permanecem. A mama-cadela pertence a esta segunda categoria. Fruto nativo do Cerrado brasileiro, ela não se anunciou como descoberta nem pediu lugar à mesa nacional; esteve sempre ali, atravessando o tempo como parte do cenário, do gesto cotidiano e da sobrevivência silenciosa de quem aprendeu a comer observando a terra. Antes que o Bras


Cardápios em modo Carnaval: como bares e restaurantes se adaptam à maior maratona gastronômica do ano
Durante o Carnaval, bares e restaurantes ajustam cardápios, drinks e operação para enfrentar calor, volume e ritmo intenso. Veja como o setor se adapta.


O que o BBB revela sobre o Brasil à mesa: hábitos, conflitos e afetos no confinamento
O BBB expõe como a escassez transforma a relação com a comida. Conflitos, afetos e hábitos à mesa revelam muito sobre o Brasil contemporâneo.


Culinária ritualística nas Américas: como incas, maias, astecas e povos indígenas transformaram comida em rito
A culinária ritualística nas Américas revela como incas, maias, astecas e povos indígenas transformaram comida em rito, identidade e ligação com o sagrado.


Quando a comida vira medalha
Como prêmios moldam restaurantes, desejos e o comportamento de quem senta à mesa Há um momento, quase imperceptível, em que um restaurante deixa de ser apenas um lugar onde se come bem e passa a ser um lugar que “precisa” ser vivido. Esse instante não nasce apenas do talento do cozinheiro, da qualidade do produto ou da harmonia do serviço. Ele costuma vir carimbado, impresso, chancelado por um selo, uma estrela, um ranking, um troféu. A partir dali, a comida já não é só comid


O fim do cardápio fixo: por que menus mutáveis estão redesenhando a gastronomia em 2026
Durante muito tempo, o cardápio fixo foi sinônimo de estabilidade. Ele organizava a cozinha, orientava o cliente e sustentava uma promessa silenciosa de previsibilidade. Saber o que pedir, reconhecer pratos, retornar por um clássico da casa tudo isso estruturou a relação entre restaurante e público ao longo do século XX. Em 2026, essa lógica começa a ruir de forma consistente. O que emerge em seu lugar são menus instáveis, mutáveis, que se transformam semanalmente ou até dia


O novo mapa do consumo fora de casa em 2026: como as pessoas realmente estão comendo fora do horário tradicional
Horários quebrados, refeições solitárias e pedidos fora do padrão estão redesenhando o consumo fora de casa em 2026. Veja como as pessoas realmente comem hoje.


Menus mais curtos, escolhas mais difíceis: por que restaurantes estão reduzindo drasticamente seus cardápios
Restaurantes estão reduzindo seus cardápios para ganhar foco, identidade e eficiência. Entenda como menus mais curtos mudam a experiência do cliente.


Depois das festas, outro apetite: o que o consumidor realmente quer comer em janeiro de 2026
Após os excessos das festas, o consumo muda em janeiro. Veja o que some dos pedidos, o que volta ao prato e como isso impacta os restaurantes em 2026.


A cozinha como segunda carreira: por que a gastronomia virou recomeço profissional após os 30, 40 e 50 anos
Cada vez mais profissionais escolhem a gastronomia como segunda carreira após os 30, 40 ou 50 anos. Um retrato do food service como recomeço em 2026.


Janeiro em ebulição: quem fecha, quem muda e quem reabre diferente no mercado gastronômico em 2026
Janeiro revela quem fecha, quem muda e quem reabre diferente no food service. Entenda por que o mês mais silencioso é o mais decisivo de 2026.


O preço do silêncio: por que alguns restaurantes escolhem ficar fora das redes sociais e ainda assim lotam
Restaurantes que abrem mão das redes sociais desafiam o algoritmo e apostam no silêncio como valor. Uma análise sobre presença, experiência e permanência.


Gastronomia e biomas ameaçados: os projetos que salvam ingredientes e preservam culturas
Por trás de cada prato servido nos grandes restaurantes, existe um ingrediente que carrega história, território e identidade. Mas muitos desses sabores correm o risco de desaparecer — não por esquecimento, e sim por ameaças ambientais que colocam em perigo os biomas brasileiros e a biodiversidade que sustenta nossa alimentação. Diante desse cenário, um novo movimento cresce entre chefs, produtores e pesquisadores: o de cozinhar para preservar . Cerrado, Caatinga e Pantanal:


Boteco: o templo brasileiro da sociabilidade
De balcões de azulejo a petiscos icônicos, os botecos contam a história do Brasil — de suas misturas culturais à arte de transformar o...


O que fazer com as sobras do Ano Novo: 6 receitas criativas para reaproveitar a ceia
No dia seguinte à virada, a geladeira brasileira parece um retrato da própria ceia: travessas de arroz, pedaços de pernil, restos de...


Da ceia ao café da manhã do dia 1º: os sabores da ressaca
Há um tipo de refeição que não aparece em livro de receitas, nem tem hora marcada: o café da manhã do dia 1º de janeiro .Depois da ceia...


O sabor da virada: o que o brasileiro come (e por quê) no Ano Novo
No Brasil, a passagem de ano é muito mais do que um marco no calendário — é um verdadeiro ritual à mesa. A ceia do Réveillon carrega...


Cortes e culturas: o que separa (e aproxima) o gado brasileiro do argentino
Quando o assunto é carne, poucas rivalidades são tão saborosas quanto a de Brasil e Argentina. Os dois países dividem a paixão pelo churrasco, mas divergem — e muito — na forma de cortar, preparar e entender o que é uma boa carne. Por trás de um simples pedaço de picanha ou bife de chorizo, há séculos de história, colonização e tradição que moldaram dois estilos distintos de se relacionar com o gado. Cortes de carnes argentinos são diferentes dos cortes brasileiros A origem d


Mise en place: a arte de preparar a mesa — e por que ela ainda importa
Mesmo em tempos de refeições apressadas, o ato de arrumar a mesa segue como um gesto de cuidado, memória e cultura. À primeira vista,...


Gastronomia e clima: como chefs adaptam menus em regiões afetadas pelas mudanças climáticas
Secas mais longas, enchentes, ondas de calor e perda de biodiversidade: as mudanças climáticas não afetam apenas o campo, mas também o prato. De norte a sul do Brasil — e em diversas partes do mundo — chefs e produtores já sentem os impactos diretos das transformações ambientais nas colheitas, no sabor e na disponibilidade dos ingredientes. E diante desse novo cenário, a gastronomia responde com o que tem de melhor: criatividade e adaptação . Ingredientes em risco e novos sab


O futuro dos alimentos impressos em 3D e da gastronomia de precisão
Durante anos, a ideia de “imprimir comida” parecia coisa de filme futurista. Hoje, é uma realidade em expansão — e uma das fronteiras mais empolgantes da gastronomia contemporânea. A impressão 3D de alimentos combina engenharia, ciência de dados e culinária de precisão para criar pratos totalmente personalizados, camada por camada, a partir de ingredientes naturais transformados em pastas, purês ou massas. De sobremesas artísticas a refeições balanceadas para hospitais e astr


A doçura proibida: a história moral e cultural do açúcar, do luxo à culpa
A história do açúcar é também a história de como o prazer e a culpa caminham juntos na alimentação humana. Hoje ele é tratado como um inimigo da saúde, mas durante séculos o açúcar foi um artigo de luxo, reservado aos reis, papas e nobres. Um produto raro, caro e profundamente simbólico — associado à pureza, à energia e até à graça divina. Antes de ser banalizado nas prateleiras dos supermercados, o açúcar foi mercadoria de prestígio. Chegou à Europa medieval trazido pelos á


O papel dos microvermes e insetos na proteína alimentar
Durante séculos, o Ocidente tratou a ideia de comer insetos como algo inimaginável — quase um instinto de repulsa. Criamos uma divisão tácita entre o que pertence ao prato e o que pertence ao chão da floresta. Enquanto isso, em países da Ásia, África e América Latina, o consumo de insetos seguiu seu curso sem drama algum: grilos, formigas, larvas e microvermes sempre foram alimento legítimo, energético, culturalmente integrado. O que para uns era extravagância, para outros se


A influência árabe no Brasil: entre padarias, mourarias e memórias de um povo que não se esquece de suas raízes
Durante décadas, a presença árabe no Brasil foi tratada como um detalhe exótico — uma nota de rodapé em livros escolares que resumiam séculos de migrações a palavras como “turcos”, “mascates” e “esfiha”. O tempo, no entanto, tratou de revelar que se enganava quem pensava ser essa influência apenas gastronômica. Ela é urbana, afetiva, política e, sobretudo, persistente. São Paulo talvez seja o epicentro mais evidente dessa história. As primeiras padarias libanesas e sírias que


Como terminar o ano com equipe motivada e cardápio leve
Dezembro sempre chega com esse paradoxo curioso do food service brasileiro. A demanda explode, o salão lota, o delivery dispara… e, ao mesmo tempo, a equipe sente o peso acumulado do ano inteiro. O calor parece mais quente dentro da cozinha, a pressão aumenta e cada pedido que entra carrega a sensação de que o relógio está andando um pouco mais rápido que o normal. É justamente neste mês, quando tudo fica mais intenso, que o olhar precisa mudar. Dezembro não pede pratos mais
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