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Shake Shack chega ao Brasil pelas mãos da dona do Outback, com primeira loja em São Paulo em 2027

Foto do escritor: Ana Beatriz
Ana Beatriz
há 19 minutos
2 min de leitura

A hamburgueria criada por Danny Meyer em Nova York fechou acordo com a BOLD para abrir pelo menos 40 unidades no país até 2036. A estreia será em São Paulo, no primeiro semestre de 2027.


A Shake Shack vai abrir lojas no Brasil. A rede americana fechou acordo com a BOLD, holding que opera o Outback, o Abbraccio e o Aussie no país, segundo informou com exclusividade o Brazil Journal. A BOLD será a master-franqueada da marca: vai investir nas aberturas e cuidar da operação.


O contrato prevê pelo menos 40 restaurantes até 2036. Pierre Berenstein, CEO da BOLD, disse ao Brazil Journal que vê espaço para "centenas de lojas" nos próximos anos. A primeira unidade deve abrir em São Paulo no primeiro semestre de 2027, em endereço ainda não definido. Mauro Guardabassi vai comandar a Shake Shack Brasil.


Uma negociação de oito anos


As conversas começaram em 2018, quando a operação brasileira do Outback ainda pertencia à americana Bloomin' Brands. A pandemia interrompeu o projeto em 2020, e ele só foi retomado depois que a Vinci Partners passou a controlar a BOLD, no início de 2025. A Shake Shack é a primeira marca nova trazida pela Vinci dentro da estratégia de transformar a BOLD numa "house of brands", um grupo de marcas fortes sob o mesmo guarda-chuva.


Antes de fechar o acordo, a BOLD ouviu 4 mil consumidores brasileiros. Mesmo sem nenhuma loja no país, a Shake Shack apareceu com um reconhecimento espontâneo parecido com o de marcas que estão aqui há décadas.


Do carrinho de cachorro-quente às 700 lojas


A Shake Shack começou em 2001 como um carrinho de cachorro-quente no Madison Square Park, em Nova York, criado pelo restaurateur Danny Meyer para ajudar a revitalizar a praça. A primeira loja fixa abriu em 2004. Hoje, segundo o Brazil Journal, são mais de 700 unidades em 20 países. Os produtos mais conhecidos são o ShackBurger, as batatas fritas e os milkshakes que dão nome à marca.


A hospitalidade é parte central da identidade da rede. Meyer escreveu um livro sobre o tema, e Berenstein conta que ganhou um exemplar quando entrou na Bloomin' Brands. Para ele, serviço é entregar o pedido certo, e hospitalidade é como o cliente se sente e se conecta com a marca.


O que muda no mercado de hambúrguer


A Shake Shack vai entrar no segmento premium, disputando espaço com redes como Madero e Cabana Burger. Segundo a Vinci, as hamburguerias movimentam quase R$ 40 bilhões por ano no Brasil, com crescimento de 5% a 7% ao ano e forte participação do delivery.


Para as hamburguerias de São Paulo, a chegada de uma marca global com operação de grande grupo eleva a régua do segmento. Isso vale para padrão de atendimento, consistência de produto e experiência de marca, temas que o Match Delivery acompanha de perto. Na última temporada do quadro, o pódio ficou com Jota, Buzina e Z-Deli.


A BOLD projeta faturar R$ 3,5 bilhões em 2026 e abriu 13 restaurantes no ano, sendo 12 Outbacks e um Abbraccio.


Fonte: Brazil Journal (exclusivo), com informações complementares do Portal IN.

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