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Histórias da Culinária: a origem da caipirinha
Presente em bares de praia, restaurantes sofisticados e celebrações informais, a caipirinha é talvez o coquetel brasileiro mais reconhecido dentro e fora do país. Servida em copo baixo, com gelo, limão e cachaça, ela parece simples — mas carrega uma trajetória que mistura campo, medicina popular e identidade nacional. A origem da caipirinha remonta ao interior de São Paulo, no início do século XX . Uma das versões mais difundidas aponta que a bebida surgiu como uma espécie de
17 de mar.2 min de leitura


Histórias da Culinária: a origem do brigadeiro
Presente em festas infantis, casamentos, cafeterias especializadas e vitrines sofisticadas, o brigadeiro é provavelmente o doce mais democrático do Brasil. Pequeno no tamanho, mas gigante na memória afetiva, ele atravessa gerações sem perder relevância - e hoje movimenta um mercado próprio, com lojas dedicadas exclusivamente a ele e profissionais que vivem da produção artesanal do doce. A história do brigadeiro começa no pós-Segunda Guerra Mundial , em meados da década de 194
10 de mar.2 min de leitura


Antes do coelho: o Brasil aprende a desejar a Páscoa
Há um movimento discreto, mas constante, que se repete ano após ano no calendário alimentar brasileiro. Ele começa muito antes das vitrines se encherem por completo, antes das mesas familiares serem formalmente convocadas, antes mesmo de a data ocupar o centro das conversas. Já em fevereiro, quando o verão ainda insiste e o Carnaval mal se despede, a Páscoa começa a se insinuar. Não como evento imediato, mas como expectativa. O Brasil passa a desejá-la antes que ela aconteça
25 de fev.3 min de leitura


Izu Master Roll: quando o sushi vira palco e a tradição enfrenta o espetáculo
Existem acontecimentos que, à primeira vista, parecem apenas entretenimento, mas que, examinados com a devida atenção, revelam camadas mais profundas de um país em constante negociação consigo mesmo. O lançamento do Izu Master Roll , anunciado como o primeiro reality show brasileiro dedicado exclusivamente à gastronomia japonesa e apresentado por Yudi Tamashiro, inscreve-se nesse campo ambíguo onde técnica culinária, memória imigrante e mercado televisivo se cruzam com intens
11 de fev.4 min de leitura


Quando o Brasil come na rua: a comida como espinha dorsal da festa popular
Há um Brasil que se revela com mais clareza quando abandona a mesa fixa e come em movimento. Ele surge nas ruas tomadas por blocos, nos largos ocupados por festas regionais, nas esquinas improvisadas em balcões coletivos, onde a comida deixa de ser apenas refeição e passa a funcionar como engrenagem social. Nas festas populares brasileiras, comer é um ato público, corporal e inevitavelmente político, ainda que raramente nomeado como tal. É ali, entre um gole e outro, que se o
11 de fev.4 min de leitura


Surpresa: o retorno de um chocolate que nunca foi apenas chocolate
Há produtos que não pertencem inteiramente à prateleira onde são vendidos. Pertencem à memória. O recente lançamento da linha Surpresa em formato de biscoito recheado pela Nestlé não pode ser lido apenas como inovação de portfólio ou reposicionamento estratégico. Trata-se, antes, de um gesto calculado que toca uma camada profunda da cultura alimentar brasileira: a infância como território simbólico, o colecionismo como ritual e a nostalgia como moeda contemporânea. O Surpres
10 de fev.4 min de leitura


Receitas de família: a memória que se aprende com as mãos
Há receitas que nunca foram escritas e, ainda assim, atravessaram décadas com uma fidelidade que desafia o papel. Elas sobrevivem no gesto repetido, no olho que mede sem contar, na correção silenciosa feita no meio do preparo, quando alguém diz apenas “ainda não” ou “agora chega”. Essas receitas de família não pertencem exatamente a ninguém, embora sejam defendidas com zelo. Elas funcionam como arquivos vivos, transmitidos menos por instrução formal e mais pela convivência, p
9 de fev.4 min de leitura


Da folia à rotina: o pós-Carnaval e a reorganização do paladar brasileiro
Quando o último bloco se dispersa e os confetes começam a se misturar à poeira das calçadas, o Brasil entra em um de seus momentos mais silenciosamente reveladores. A Quarta-feira de Cinzas não se impõe com alarde; ela se insinua. Chega sem música, sem multidões, sem fantasia. É o dia em que o país acorda com o corpo cansado e o espírito ainda desordenado, tentando entender como se retorna à normalidade depois de ter suspendido, por alguns dias, quase todas as regras implícit
9 de fev.4 min de leitura


O que o BBB revela sobre o Brasil à mesa: hábitos, conflitos e afetos no confinamento
O BBB expõe como a escassez transforma a relação com a comida. Conflitos, afetos e hábitos à mesa revelam muito sobre o Brasil contemporâneo.
19 de jan.3 min de leitura
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